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Eduardo Daher
Diretor-executivo Anda

 
INFORMATIVO DA INSOL INTERTRADING DO BRASIL
| nº 18| abr/mai/jun 2008
 
 
   
  Entrevista: Eduardo Daher, Diretor-executivo Anda
 

Simplesmente criticar os preços dos fertilizantes ou culpá-los pela pressão nos custos de produção é uma versão míope de um problema mais amplo e estrutural do desassistido mercado do agribusiness brasileiro. Isto é o que acredita o diretor-executivo da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), Eduardo Daher. Administrador de empresas e economista, com pós-graduação em Marketing, Daher assumiu o cargo na Anda em 2003. Para a entidade, trouxe a bagagem adquirida no setor de planejamento e pesquisa do Banco Nacional de Minas Gerais, na direção geral e de vendas da Copas Cia. Paulista de Fertilizantes S/A e na direção da Norton Publicidade. Em entrevista concedida ao Informativo Insol, Eduardo Daher fala sobre o desequilíbrio do mercado de fertilizantes, aponta tendências e sugere alternativas para o desenvolvimento sólido do setor.

Informativo Insol: O mercado mundial vive um momento de alta no preço dos fertilizantes. A que fatores o senhor atribui isso?


Eduardo Daher – No passado não muito distante todas as elevações de preços dos produtos agrícolas eram (e ainda podem ser) provocadas por um desequilíbrio de oferta. A novidade do momento atual é que desta vez o desequilíbrio veio pelo lado da demanda, ou seja, uma busca concentrada por um volume de alimentos/grãos, num espaço de tempo em que a oferta não teve tempo de reagir. Com tal aquecimento na demanda, a pressão sobre a produtividade agrícola no campo gerou um dramático desequilíbrio na demanda por fertilizantes e suas matérias-primas. Trata-se de um fenômeno internacional.
Os preços se elevaram em todos os cantos do mundo. Ainda que caros, nunca se vendeu tanto fertilizante no Brasil e no mundo. Os responsáveis concomitantes por este cenário são os alimentos (com a entrada no mundo capitalista de países xenófobos e mal alimentados como China e Índia) e a difusão da bioenergia (derivada de etanol de trigo e colza na Europa; de mandioca na Índia e Tailândia e, sobretudo, milho nos Estados Unidos, fizeram com que haja uma disputa desigual entre energia e alimentos). O preço do barril do petróleo também é outro provocador direto (Nitrogênio) e indireto (Etanol)

Informativo Insol – Como o senhor analisa o mercado atual? Qual a tendência do setor para os próximos anos?
Eduardo Daher - O novo equilíbrio levará mais tempo do que se imagina. Não há, por parte das matérias-primas, capacidade de ajuste internacional antes de 2010 e 2011. Primeiro deve-se acomodar o N (nitrogênio), depois o P (fósforo) e por fim o K (Potássio). São novos patamares de preços dos alimentos e commodities em geral, inclusive fertilizantes.

Informativo Insol – No início deste ano houve uma corrida à compra dos insumos como forma de o produtor se antecipar à alta dos fertilizantes. Em sua opinião, o que produtor deve fazer para se assegurar de que terá fertilizante para produzir?


Eduardo Daher - De fato houve antecipações na compra de fertilizantes na ordem de 2 milhões de toneladas, apenas neste primeiro semestre. Mas, o mercado tem estoque suficiente (nacional + importado) para 75 dias. Não faltará adubo. Pode estar caro, mas nunca faltou em mais de 80 anos.

Informativo Insol – O ministro Reinhold Stephanes, da Agricultura, apontou como opção para enfrentar a alta nos preços dos fertilizantes a nacionalização de jazidas. O senhor acredita que esta é uma alternativa viável? Por quê?


Eduardo Daher - As empresas que produzem fertilizantes no Brasil já começaram a expandir as suas capacidades de produção; entretanto o processo não é imediato. Como falamos, levará de três a sete anos para a reestruturação do mercado, dependendo da mineração de jazidas. Não acreditamos numa nacionalização das jazidas, principalmente após o processo de privatização em 1993. O Brasil precisa discutir uma política de segurança nacional que propicie bases sólidas para investimentos no País, tornando-o menos dependente do volátil e impiedoso mercado internacional de matérias-primas básicas e intermediárias do insumo fertilizante.

Informativo Insol – Segundo estudo do IBGE, o bom desempenho da agricultura no ano passado foi em decorrência das boas condições climáticas e do acréscimo da utilização de adubos, fertilizantes e defensivos agropecuários, que contribuíram para a safra recorde de grãos. Como o senhor vê a produção brasileira de grãos?


Eduardo Daher - A produção brasileira vem crescendo significativamente. Em 2007, o Brasil produziu cerca de 137 milhões de toneladas de grãos, numa área de 48,2 milhões de hectares. Como o potencial produtivo do nosso País ainda é grande, só não produziremos mais por limitações de crédito e logística. É por isso, que o investimento no setor deve ser permanente.

Informativo Insol – “Planta Brasil!” Este é o slogan da campanha publicitária que a Anda vem veiculando em diversos meios de comunicação recentemente. Qual é o papel da Anda e o que ela vem fazendo por seus associados?


Eduardo Daher - A Anda esteve e sempre estará à disposição do mercado e das autoridades públicas na busca de soluções racionais para o setor. Divulgando e apoiando o setor de adubos, o papel da Anda é ajudar a melhorar a produtividade da agricultura brasileira e com isto auxiliar o crescimento do país, do agricultor e da população, através de uma renda melhor e de uma melhor qualidade de vida. A Associação também ajuda a desenvolver estratégias e ações para a difusão e promoção de fertilizantes em todas as etapas do processo produtivo, por isso engloba desde grandes produtoras de matériasprimas até pequenas misturadoras regionais. A Campanha Planta Brasil! visa motivar o agronegócio para o incremento na produção de grãos. O que desejamos com a campanha é passar a mensagem: plante que a Anda garante! Assim, como fazemos há mais de 41 anos.

   
 
 

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